Para além de membros do executivo municipal, participaram nesta iniciativa, que decorreu no passado dia 21 de Março, diversas entidades do concelho, nomeadamente o Centro Cristão Fonte de Vida e Instituto Fonte de Vida; Templo de Sião; Agrupamento de Escuteiros 173 de Lagos; Santa Casa da Misericórdia e a Universidade Sénior de Lagos (Centro de Estudos de Lagos).
De acordo a Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República, a “Festa da Árvore” em Portugal, realizou-se pela primeira vez no Seixal, em 1907, por iniciativa da Liga Nacional de Instrução, encontrando-se, por isso, intimamente associada aos ideais e valores do republicanismo, destacando-se de modo muito particular nos primeiros anos da I República. Entre 1912 e 1915, as festas da Árvore seriam fortemente impulsionadas pelo jornal Século Agrícola, com especial relevo para a que se realizou na Amadora, em 1913.
A par da sensibilização para a protecção das florestas nacionais, este modo de celebrar a árvore veio cumprir também um ideal educativo, pedagógico e cívico mais amplo, ao dirigir-se em especial às crianças e jovens em idade escolar que, no seu conjunto e ao plantar simbolicamente uma árvore, descobriam o seu património florestal e ocupavam o seu espaço próprio de participação e cidadania. Ao acto de plantação associavam-se também palestras e textos educativos sobre a árvore e a importância da floresta, sem esquecer os poemas compostos pelos alunos e recitados durante a festa ou ainda os hinos cantados em uníssono como homenagem à árvore. A profunda actualidade desta iniciativa, aliada à importância dos valores que hoje se celebram e reafirmam com as comemorações do centenário da República, vem justificar a realização da “Festa da Árvore”, traduzida na plantação simbólica da Árvore do Centenário.
Foi este o desafio que a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República lançou à autarquia, e é por essa razão que este ano, e embora sendo prática habitual no concelho plantar árvores no Dia Mundial da Árvore – normalmente envolvendo as escolas -, a Câmara Municipal dedicou este gesto simbólico também ao Centenário da República, que em Lagos está a ser assinalado com um programa de actividades culturais que irão decorrer até Outubro e que os interessados poderão acompanhar visitando o site www.lagosdarepublica.wikidot.com
Depois da plantação da Árvore do Centenário e respectivo descerramento da placa, usou da palavra o Vereador António Marreiros, membro do executivo municipal responsável pela área do ambiente, que aproveitou esta ocasião para anunciar o início de um programa municipal de plantação e replantação de árvores que vai ser levada a efeito no Parque da Cidade, que visa dotar aquele espaço verde de mais sombras propiciadoras à sua fruição e, simultaneamente, manter a vegetação autóctone de sequeiro característica da nossa zona que é composta, entre outras espécies, por amendoeiras e figueiras.
A Vice-Presidente da autarquia, Joaquina Matos também proferiu algumas palavras nesta ocasião, referindo-se ao simbolismo desta árvore, “que tal como os ideais de liberdade e de cidadania consagrados pela República têm que criar raízes para crescerem e darem fruto”.
Para recordarem este dia foi, simbolicamente, entregue, a todas as crianças presentes, um desenho de uma árvore e um lápis.
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