 |
 |
| Confraria dos Gastrónomos do Algarve impõe, em Lagos, insígnias a três novos confrades |
|
|
 |
Correio de Lagos | 07-10-2009 |
Parecia um sábado atípico aquele que se vivia, naquele três de Outubro, na cidade de Lagos. O habitual era o sol de início de Outubro a convidar para uma ida à praia e para mais um banho de mar.
|
Com a baía diante de si e alguns veraneantes a gozar a sua praia, a cidade parecia entregue a um movimento que não lhe é peculiar. De um lado, ouviam-se os carros de som e o movimento de uma campanha que inundava mercados, ruas e comércios locais. Do outro, e praticamente a colidir consigo, um desfile, com insígnias, estandartes, e roupagens um pouco peculiares, estendia-se pela cidade e, criava, em redor das suas ruas mais movimentadas, uma grande variedade. Perante esse desfile nada habitual, muitos eram os que se começavam a interrogar sobre o que, verdadeiramente, se estaria a passar. Perante aqueles trages bem típicos, pendões e estandartes a proporcionarem um desfile de considerável dimensão, veio-se a saber que a Confraria de Gastrónomos do Algarve, com mais 150 que se lhe vieram juntar, estava em Lagos para entronizar novos confrades e para a benção das suas insígnias. A cerimónia, que teve a sua recepção e palavras alusivas, no Centro Cultural, haveria de se iniciar e de, aí, se dar as boas vindas a todos os que se lhe associaram e aos demais que, por curiosidade ou não, quiseram espreitar uma cerimónia que por aqui ainda não se vira. Depois das boas vindas terem sido dadas e das explicações que, nestas imposições, sempre acontecem, passou-se à primeira fase da entronização dos novos confrades. Foram eles o Presidente da Comunidade Autónoma de Ponte Vedra, na Galiza, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve e, como anfitrião desta recepção, teria que ser também outro entronizado o Presidente da Câmara Municipal de Lagos. Com tudo a decorrer, no auditório do Centro Cultural e perante uma plateia quase cheia, as vestes e os chapéus foram impostos, a par de outros elementos que acabam por complementar uma indumentária como aquela.
Com essa espécie de sessão de boas vindas, seguida da imposição da indumentária aos neófitos da confraria, deu-se lugar a um desfile que havia de chamar a si cerca de trezentas pessoas. E com o folclore que um desfile destes sempre comporta pelas ruas da cidade quando o movimento ainda se sente com intensidade, como aconteceu a meio daquela manhã de três de Outubro, muitos eram os mirones movidos por alguma curiosidade ao serem confrontados com esses cenário. E ainda mais quando este percorreu ruas centrais como foi o caso da rua Cândido Reis ou da Praça Luís de Camões. Daí haveria de derivar para a Praça Gil Eanes, contornar o D. Sebastião, subir a rua Lima Leitão e entrar na 25 de Abril a caminho de Santa Maria. Com alguns a ficarem para trás para se dessedentarem com uma bebida em alguma esplanada, o corpo do desfile entrou em Santa Maria e, praticamente, encheu a Igreja. Assim, haveria de ter lugar a cerimónia que ficou a marcar o que ficou designado por “V Capítulo da Confraria dos Gastrónomos do Algarve”. E com este capítulo, que teve por pano de fundo a cidade de Lagos, mais três confrades ficaram a engrossar esta confraria e a alargar os seus horizontes a três personalidades de proveniências e com funções diferentes. É de assinalar que, neste dias de campanha, se quis recrutar três presidentes; um de uma comunidade autónoma, outro de uma entidade de turismo e o centro terceiro, um presidente de Câmara.
E como um encontro de uma confraria de gastronomia não teria grande sentido sem culminar com um repasto, o almoço subordinado ao slogan “A comer com arte” convidou para o fazer a pintora Lídia Almeida. E, assim, a Confraria dos Gastrónomos do Algarve saíu de Lagos com mais três confrades em carteira. |
|
|
| |
|
| |
|